Uma profissão, um compromisso...

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Isonomia ainda distante


Percebe-se que as favelas de hoje não portam-se mais como centros segregadores da população marginalizada, como era quando da sua proliferação inicial. Todavia, ainda não é possível supor uma equidade entre favelas e cidades.
Propor que as distâncias sociais entre favelas e as cidades desapareceram é afirmar que as primeiras oferecem tanto ou mais recursos para a população em comparação com as segundas, o que a realidade ainda não nos provou. Além disso, corroborar tal proposta nos remete à idéia da considerável diminuição dos problemas de infraestrutura que uma favela enfrenta, o que também não mostra-se de fato.
Uma das favelas mais conhecidas do país, a Rocinha, no Rio de Janeiro, conta com uma população superior à da grande maioria das cidades brasileiras e oferece até curso superior por meio da instalação de centros de ensino, mas ainda sofre com alguns males característicos, como a ineficiência no saneamento básico e a falta de planejamento habitacional, sendo que este último assola milhares de pessoas em épocas de chuva, com os deslizamentos de terra.
Os centros urbanos, em detrimento das favelas, ainda proporcionam condições mais propicias para uma boa qualidade de vida para os que habitam-no, embora enfrente também problemas. Oferecem uma rede de transportes mais eficiente, maior gama de postos de trabalho, maior número de estabelecimentos indispensáveis como hospitais e escolas e, como somatória e conseqüência desses fatores, proporciona uma maior circulação de capital, que, por sua vez, gera renda e poder aquisitivo mais expressivo aos seus integrantes.
Logo, as disparidades são mais salientes que a proposição de uma isonomia social entre cidades e favelas, de acordo com a realidade da grande maioria destas, já que problemas estruturais ainda se fazem presentes. Os centros urbanos, portanto, ainda são soberanos quanto aos serviços oferecidos à população.

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