
Profecias maias à parte quero comentar sobre os efeitos especiais e impressionáveis empregados no filme pelos aparatos de Hollywood e pela equipe de Roland Emmerich, o diretor. Ver o Cristo Redentor se desintegrando e a Capela Sistina se desmoronando e rolando sobre as pessoas realmente me chamaram a atenção quando assisti ao trailer. Isso me remeteu ao fator medo do fim que é próprio da psique humana, mas que quase sempre é turvado pela falta de consciência e atitudes efetivas, combativas e, sobretudo, profiláticas. Como o tema do filme, embora ficcionalmente tratado, é perfeitamente transponível ao campo das possibilidades, devido principalmente às ações antrópicas dos últimos tempos, é coerente pensar na destruição da humanidade não como castigo do Supremo para castigar os ímpios, mas como uma consequência direta das armadilhas que o homem armou e das quais foi também vítima, armadilhas estas representadas fundamentalmente pelo uso insustentável dos bens colocados à sua disposição. Até que ponto o progresso é saudável ? Vejo tudo em igualdade de direitos e a clássica e manjada frase de que um determinado direito termina no começo de outro vale a pena ser interpretada e guardada no disco rígido mental. Então, a pergunta era... Até que ponto o progresso é saudável? Pois é, até o ponto que este não fere o direito de sobrevivência da biosfera e de tudo que depende dela, inclusive de quem é responsável por ele. Enfim, o filme serve não só para comer pipoca quentinha nos cinemas e para esquecer-se de sua mensagem central depois. Muito mais que isso, ele pode servir de luz amarela para o semáforo da consciência, porque, embora debilitado, o mundo ainda tem cura para sua febre.

Ver o Cristo desabar assim como a Capela Sistina será um tanto quanto chocante para mim, ;P, Porém é fato comprovado que lições Hollydianas a parte está na hora da humanidade assumir os maus que faz a Terra e não esperar que a profecia da lógica se cumpra, assim como você diz, não será um Ser Supremo que destruirá o mundo e sim nós mesmos senão paramos para refletir sobre o que fazemos com o Planeta.
ResponderExcluirParabéns Zil, o blog está muuuito bonito, adooorei o Layot!!
Beijocas!!