
A ética, interpretada como o comportamento humano diante de situações diversas, que fundamenta-se em valores pessoais mesclados com preceitos maniqueístas, permeia entre as relações humanas de modo a qualificá-las diante do ideal proposto pela razão, muito embora possa estar ausente e causar desconsertos.
A conduta ética empreendida em uma ação, seja esta em benefício individual ou coletivo, é determinante para a conquista de um sentimento hedônico por ter satisfeito aos anseios de forma aliada à razão, sem o uso de subterfúgios impertinentes ao idealizado. Um exemplo prático desse exposto poderia ser a ética médica, a qual prega, embasada pelo Juramento de Hipócrates de Cós, a dedicação incondicional à vida, de forma respeitosa aos direitos humanos e inalienável em relação à usura.
Nas relações humanas, o papel da ética é o de conferir salubridade às atitudes, de modo a garantir a permanência do fluxo de boas ações, já que uma oferta benévola propicia a corrente de outras vindouras. Tal reação em cadeia nos remete ao conceito de reciprocidade, tão importante para o convívio harmônico.
Quando da ausência do empreendimento ético, o convívio humano passa por uma constrição de valores morais, ou seja, torna-se vulnerável ao advento da falta de cooperação mútua, tão mister para a harmonia dos grupos humanos, que acabam por ficar sem um exemplo a ser seguido, que não será herdado pelos seus filhos, gerando um ciclo de imprudências.
Logo, a ética, quando analisada nas atividades e relações humanas, deve ser salientada como propulsora da retribuição das ações recebidas, que, por seu turno, garante um certo equilíbrio social no que compete ao convívio comunitário.